SOU PUTA

proSou puta.

Sou puta em cada esquina, sou puta menina, pura mulher. Sou uma qualquer, sem nome ou sobrenome com um homem sobre mim.

Sou a pior de todas, a mais safada, sem tabus ou preconceitos, esfregando peitos nas caras e sexos úmidos de desejos.

Sou lampejos de vida e de sedução, digo não aos valores e me entrego aos tremores de qualquer paixão.

Sou aquela que tudo dá e se dá, entrega incondicional.

Sou mulher quente. Experimente!

Sou só uma simples puta, afinal.

Por Dalia Hewia

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Maldito Ego

Algumas coisas nem deviam existir. Puxar o tapete, pisar no íntimo do outro, maltratar, torturar. Algumas coisas deviam ficar só em registros históricos, para serem lidas com horror e repúdio e a certeza de nunca compactuarmos com nada relativo aos verbos escravizar, menosprezar, abusar…algumas coisas deviam se ausentar, pra sempre, inclusive do pensamento. Nessa era de intolerancia devíamos proibir as palavras certo e errado e seu significado e praticar a palavra relativo num grau absoluto de certeza que a flexibilidade é sempre  o melhor caminho. Nunca puxe meu tapete, suba nele e venha voar comigo, porque a mágica está ao alcance de todos. Tenha boa vontade com o pedido de ajuda do outro, porque o outro pode ser você em algum lugar do tempo. Se quiser atrapalhar, atrapalhe planos ruins ou sentimentos mesquinhos, atrapalhe mesmo qualquer tentativa de maldade, combata a frieza na certeza que está fazendo sempre o bem, se preciso vá além e lute contra o caos. Proteja idosos, animais, natureza, bebes ou o que ou quem quiser, importante é proteger a inocência, a pureza, é fazer sua parte mesmo que essa parte seja microscópica e invisível a olho nu. Desnude sua alma, seja espontaneo, seja sincero, intenso, vibrante, amante. Ame, ame muito e muitos, para esfregar na cara da vida que você esta a passeio sim e em noite de lua cheia, com amor escorrendo por todos os poros, língua, umidades, sexo. Siga fazendo o seu melhor e se doando ao outro mesmo que o outro deboche de você e da sua conduta, seja a puta da esquina que sente por cada cliente pouco tesão e muita compaixão,, seja a certeza que só o amor importa e transforma nessa tenue linha que separa  ricos e pobres, crentes e ateus, fariseus, feios e lindos, generosos e mesquinhos, hipócritas e sinceros, porque afinal somos todos um atados numa corrente, santos com pés de barro, movidos o tempo todo por uma profunda vaidade (maldito ego) que mascara uma real e intensa, imensa… necessidade de aceitação.

Por Dalia Hewia

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FRAGMENTOS

Palavras ou expressões de duplo sentido são aquelas que, livres, emprestam suas asas para nossa imaginação.

 

Sonho porque é impossível parar. Sigo sonhando, imaginando tua boca, teus beijos e carícias, sonho, enquanto a fantasia é melhor que a realidade, sonho buscando a verdade.
Sonho com teu corpo, (meu paraíso) e assim vou perdendo o juízo na änsia de te encontrar. Ao teu lado tudo faz sentido. Em vocë encontrei meu lugar.

 

Tira essa indiferença do meu caminho, porque eu quero passar, mesmo que sozinho, com todo o exagero do meu amor.

 

Beijar mais um beijo, saciar o desejo e te amar mais uma vez, te amar talvez, mesmo sabendo que o tempo, passageiro da agonia, por ironia te mantem distante. Eu amante, uma simples espectadora do que a vida me traz, querendo sempre mais,mais, muito mais…

 

Se uma pessoa diz: você nao serve pra mim, não se entristeça, agradeça. É apenas o universo limpando seu caminho da arrogância de quem nao merece sua atenção.

 

Frío e noite são amantes, na calada da noite o calafrio chega e penetra, gozando junto com ela dos tremores, na pele e nos poros do poeta.

 

Por : Dalia Hewia ( Lucia Helena Monteiro Torres)

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Ela é canceriana — Louca de Amor

Pode se preparar, que essa daí vai dar trabalho. Ela é muito mais complicada do que qualquer outra coisa que você já ousou tocar. Ela é de câncer. Ela é complexa, extensa, e não vem com manual de instrução. Ela é variável, imprevisível, inquieta. Ela é de se entregar, de corpo e alma. Não gosta […]

via Ela é canceriana — Louca de Amor

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VAMOS PARAR?

Vamos parar de pensar no pior?
Gastar pensamento com coisa negativa é desdenhar da vida, é concordar com a lógica do absurdo, porque tem muito mais coisa boa que ruim nesse mundo, apenas não se costuma noticiar. Vamos parar. Parar de acreditar no azar, no medo da tragédia não anunciada, vamos parar de sussurrar doenças e de reforçar crenças de conformismo, de braços cruzados, atados ao fatalismo. Vamos parar de aplaudir corrupção, ganância, miséria, parar de rir de coisa séria, a não ser que nada mais tenha jeito. Vamos acreditar e agir em prol da nossa felicidade, alegria, do prazer incomparável em cada dia, investir mais na beleza dos simples momentos, esquecer tormentos que nos fazem sofrer por coisas as vezes tão pequeninas.
Vamos ficar alertas pra qualquer motivo de riso, acreditar nos sonhos e esperar boas surpresas, ao invés de só correr atrás, porque a vida sempre nos traz mais. Vamos com exemplos e atitudes, faxinar a alma, o coração desiludido e a sociedade. Por caridade, não perca seu tempo sendo negativo ou omisso, assuma o compromisso de ser feliz todos os santos dias, porque a felicidade e a alegria são tão magrinhas que ocupam pouco espaço nas esquinas da sua emoção. Vamos parar de compactuar com os crimes contra o equilíbrio do ser. Vamos então viver e assim: inconformismo com o que é ruim, com o que engasga, com o que não desce, inconformismo que só cresce quando tentam nos fazer de idiotas, de bobos da corte no império falido de uma nação.
Vamos dizer não aos que se julgam muito sábios para ditar regras, mas que vivem as cegas sem colocar em prática suas certezas que não passam de teorias ridículas sobre o correto comportamento dos outros seres humanos. Insanos esses homens de mentira, pinóquios caras de pau, não compactuemos também com esse mal, a intolerância disseminada nas redes sociais, na rua, nos jornais.
Estejamos alertas para a suave melodia da vida, tocada em perfeita harmonia com toda a criação. Dancemos ao som, num tom maior e façamos da nossa vontade de equilíbrio um instrumento de percussão. Que uma mão lave a outra e que todas limpas e juntas, possam orquestrar uma nova canção. Amar é sempre a solução.

Por Dalia Hewia

 

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Sempre foi, sempre fui

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Sempre foi a liberdade comandando meus atos, sempre fui a rebelde não aceitando os fatos contrários à minha ética. Sempre  houve muito esforço em me doutrinar, sempre soube que jamais me deixaria influenciar por uma longa lista, a saber: maldade, perversão, inveja, preconceito, corrupção, enganação, hipocrisia, apatia perante a vida e os sentimentos, aceitar favorecimentos. Não me deixei influenciar, fiquei bem atenta aos sinais espalhados pelos caminhos, me feri nos espinhos daqueles cheios de orgulho e viciados nas armadilhas do ego, dei um nó cego nas linhas de minhas fraquezas para que não arrebentassem na correnteza das incertezas.
Não me vendi, não desisti, não me envergonhei perante minha própria consciência. O que ganhei? Deboche, ironia, desconfiança, porque ninguém quer saber de bem aventurança, de quem dá a cara a tapa na mão do destino, de quem tem confiança plena na vida e no poder do amor. Perdi o pudor, aquele de se expor, aquele que nem devia existir, deixei-o ir. Conservei meu respeito. Fica em mim agora o que sempre foi, o que sempre fui: o ser. A coragem de ser livre, de não se corromper e ter a liberdade plena de saber o que é viver.

Dalia Hewia

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Mulher

A mulher vai envelhecendo e  virando um deserto, alterna calor com frio, se encolhe, se dobra, desdobra e muda de lugar, o corpo tenta se adaptar as intempéries e  ao implacável vento que leva pra longe quase todas as vaidades e planta insanidades na mente dessa mulher que envelhece. Entristece. Esvazia. Essa mulher fria que se olha no espelho e não se reconhece mais, que ainda busca seus sonhos perdidos em alguma fresta da alma, mas já não há mais festa, nem cor, nem calma. O sabor do momento perdeu o gosto e a mulher vai perdendo o gozo da vida mas gozando mesmo assim, do início ao fim, porque mesmo seca como um deserto, ela está sempre perto: do choro, do suor, do prazer de viver do jeito que der. Mulher!
Mulher que vê seu corpo agora incerto desabrochar de novo como flor, mulher santa de andor, com novo brilho no olhar, umidade a ansiar (o amante), que mesmo distante, consegue ser para ela a chuva que cai em cada ponto, em cada poro, trazendo alívio e frescor.
Esse homem  vira então um alento,  pra essa mulher que esperou tanto tempo, por esse doce e  puro amor.

 

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MONSTROS DE MENTIRA

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Impossibilidades, eu esbarro em muitas. Fico ali parada, enganchada, sem saber lidar, assim como não sei lidar com o silêncio, com a distância ou a falta de comunicação num momento preciso. Preciso saber que tudo posso superar, que não existe espaço ou lugar, vazio, incompletude que me cale, frieza que me abale. Preciso viver e vida é ânsia de descobertas, é um poço dos desejos que transborda em possibilidades concretas, todas ao alcance da minha mão, bem perto de minha visão e lado a lado com meu sentimento.
Detesto impossíveis, nem acredito neles, monstros de mentira que a mim não conseguem enganar. Preciso enxergar sempre novos rumos, novas soluções para velhos problemas, porque se você reparar vai ver que os dilemas são os mesmos, andando em círculos nas quadras da vida (de todos) num eterno rodízio de B para C porque o A é você, você que supervaloriza seu ego e não consegue enxergar nada de forma isenta. A solução a qualquer coisa que se apresenta depende sempre do seu ou do meu olhar, se vou parar, se vou agir com rapidez ou devagar ou apenas divagar, como faço agora. Acho que é sempre hora de cortar os freios, de dizer não aos arreios e ao que o outro julga perfeito mas que para você não tem jeito de assimilar.
Eu não tenho medo de impossibilidades porque não tenho medo daquilo que não existe e que as vezes depende apenas de um pouco de tempo para se manifestar. Eu tenho medo é de viver no escuro, como rua deserta de madrugada, tenho receio de não viver alerta ao sabor de cada momento, como pessoa que tem alma velha, que precisa ser lavada com muito amor e um pouco de tempero, para dar um certo cheiro: de novo, de criatividade, de inspiração. Tenho muita dificuldade em lidar com pessoa que acredita no não, que se prende ao que já conhece para não sair de sua zona de conforto, pessoa que não faz nada fora do planejado (nem um agrado), pessoa inflexível, que não erra, que é a dona do certo porque o errado não pode lhe pertencer, pessoa assim teimosa que se recusa a crescer, a pensar, a escutar o outro, pessoa que não consegue enxergar nem superar nada. Nem impossibilidades, nem problemas nem desafíos, muito menos soluções.Tenho medo ainda de multidões concordantes em tudo, tenho medo de radicalismos e do absurdo da pseudo-superioridade, num mundo cada vez mais carente de união, de amor e de igualdade.

Por: Dalia Hewia

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TRISTEZA

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De repente, sem pedir licença, destruindo minha crença no amor ou seja no que for, chega uma tristeza pesada arrasando tudo, desfazendo planos e  arranjando confusões. Uma tristeza urgente, que não tem pena da gente, trazendo desenganos, lágrimas e desilusões. As antigas amarguras que moram em mim tentam aparecer, mas volto a esconder (com perfeição) nas frestas da razão. Assim vou tentando existir, esbarrando em quinas, esquinas, arestas minhas ou suas, nas ruas, do nosso estranho, insano e tirano… cotidiano.

Por Dalia Hewia

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DESCULPAS

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Fico pensando nas muitas vezes em que a gente se desculpa sem ter feito nada para magoar, nada para provocar o choro, a zanga ou a raiva do outro. A gente se desculpa para aliviar uma culpa que não temos, mas que o outro planta, rega e cuida até germinar e acabar de vez com nosso senso lógico, com nosso raciocínio normal. A gente se desculpa porque não quer causar mal ou dano, mesmo que o engano, as vezes, a nosso ver, seja do outro. A gente se desculpa porque tem medo de julgamento, medo de condenação, a gente tem muito medo de um não, e não quer ver a dor do outro, porque a nossa dor já é grande o suficiente. A gente sente que deve fazer algo para que não se acabe uma amizade, um amor ou relação familiar, a gente quer dar, e dá qualquer coisa para que tudo fique bem, mesmo que dê seu amor próprio e sua falta de entendimento do problema. A gente acaba entregando a razão pra quem faz questão. Depois ficamos com a dúvida, tentando encontrar nosso erro para que não mais se repita e nossa consciência grita: fica tranquila, você nada tinha feito de mal, porque seu sentimento não era o de magoar, o outro viu apenas o que sentia no momento. Então, depois da gente se desculpar, vê que de nada adiantou, porque quem muito se ofendeu, foi na verdade, quem mais nos pisou.

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